A Federação de Judô do Estado do Rio Grande do Norte (FJERN) realizou, no início deste mês, a Clínica de Arbitragem 2026, em Natal, com o objetivo de alinhar o quadro local às normas da Federação Internacional de Judô (IJF, na sigla em inglês).
Sob a coordenação de Tiago Tertuliano, diretor de arbitragem da entidade, o evento capacitou cerca de 50 árbitros ativos para garantir que os atletas potiguares possam competir em igualdade técnica em eventos nacionais e internacionais. A iniciativa foca na renovação da base e na transparência dos resultados através do uso estratégico de tecnologia de vídeo.
A FJERN adota o regulamento da Federação Internacional de forma integral, sem adaptações regionais. Segundo Tertuliano, as mudanças para 2026 são pontuais e focam na estabilidade dos atletas que iniciam agora a corrida pelo ranking olímpico. “Nossa realidade em relação à regra é a mesma realidade da Federação Internacional”, afirma o diretor, destacando que essa padronização evita que o atleta sofra com choques de interpretação ao disputar torneios fora do estado.
Renovação e tecnologia
Para garantir a continuidade da qualidade técnica, a FJERN implementou um módulo de arbitragem para faixas marrons que buscam a graduação para faixa preta.
Além da renovação, a precisão do julgamento é reforçada pelo uso de duas câmeras por área, seguindo o padrão da Confederação Brasileira de Judô (CBJ). O sistema permite que o árbitro de tatame seja auxiliado por supervisores e coordenadores em lances complexos, minimizando erros humanos e aumentando a justiça nos combates.


